CT-e e MDF-e: onde ficam, o que cada um é e para qual fonte ir

DOIS DOCUMENTOS, DOIS APLICATIVOS

São dois documentos do transporte, e no sistema são dois aplicativos separados, abertos por Meus aplicativos. Os dois também aparecem dentro do Emissor, nos itens Conhecimentos e Manifestos. Nenhum deles fica no módulo fiscal junto com a NF-e — é por isso que quem procura no menu do sistema não acha.

CT-e, o CONHECIMENTO DE TRANSPORTE, é o documento do frete: registra a prestação do serviço de transporte de uma carga. É de quem transporta.

MDF-e, o MANIFESTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS FISCAIS, é o documento da viagem: agrupa as notas e os conhecimentos que estão indo no mesmo veículo. É o que ampara a carga na estrada.

A DIFERENÇA EM UMA FRASE

O CT-e é por carga transportada; o MDF-e é por viagem, e reúne vários documentos. Uma viagem com dez entregas pode ter dez notas e um manifesto só. O cliente costuma usar os dois nomes trocados: confirme qual é o dele antes de orientar.

UM NOME QUE DESPISTA

Dentro do CT-e, a tela de tributação chama-se Tributos. Tributações é a tela do ERP, e é outra coisa. Mandar procurar "Tributações" dentro do CT-e faz a pessoa não achar; mandar para a tela do ERP resolve o problema errado.

E cuidado ao listar o menu de memória: boa parte das telas que você abre de dentro do aplicativo — clientes, fornecedores, produtos, serviços, notas fiscais, certificado digital, usuários — é do próprio ERP, e responde pelas regras do ERP. Quais são do CT-e e quais são do sistema está na fonte de telas próprias e telas do ERP.

O CERTIFICADO É O MESMO

Os dois são documentos eletrônicos autorizados pela SEFAZ e dependem do certificado digital da empresa, como as demais notas. Emissão que para de funcionar nos dois ao mesmo tempo aponta para o certificado, não para o aplicativo.

POR ONDE SEGUIR

Esta fonte diz o que é e onde fica. Cada assunto tem a sua:

o que precisa estar de pé antes de emitir, na fonte dos quatro pré-requisitos;
quais telas são do CT-e e quais são do ERP, numeração, ambiente e integração por loja;
cadastrar o conhecimento e gerar o financeiro;
emitir, as cinco situações e o certificado A1 x A3;
o que a SEFAZ devolve, cancelamento e denegação;
carta de correção: a tela e os treze grupos;
CT-e recebido: importar o XML e buscar na SEFAZ;
DACTE, envio ao cliente, XML e os dois relatórios;
os papéis da operação, os três tipos e o que a carta alcança;
permissões do CT-e.

Para o manifesto, use as fontes de MDF-e. E quando o cliente é obrigado a emitir manifesto, quais operações exigem CT-e e qual CFOP usar são matéria fiscal: encaminhe ao contador ou à SEFAZ, mesmo que ele traga a norma.