Rejeições de NF-e de exportação: local de embarque e unidade tributável (355 e 630)
Nota de exportação pede duas informações que a nota do dia a dia não pede: por onde a mercadoria saiu do país, e quanto ela representa na unidade de medida que o comércio exterior usa. Cada uma tem a sua rejeição.
INFORMAR O LOCAL DE SAÍDA DO PAÍS (355)
A SEFAZ quer saber o ponto de saída: o porto, o aeroporto ou a fronteira.
No formulário da NF-e, logo abaixo do bloco de transporte, existe a opção INFORMAR LOCAL DE EMBARQUE. Marque essa caixa. Abre um bloco com três campos:
- Local de embarque
- UF de embarque
- Local de despacho
Preencha, atualize a nota e emita de novo. É marcação única da nota — aqui não é item por item.
VALOR DO PRODUTO DIFERE DO VALOR UNITÁRIO DE TRIBUTAÇÃO VEZES A QUANTIDADE TRIBUTÁVEL (630)
Esta é uma checagem de multiplicação, e ela costuma pegar quem vende numa unidade e exporta em outra.
A situação típica: você vende por CAIXA, mas para o comércio exterior aquele produto é controlado em QUILO. A nota então carrega dois pares de números: a quantidade e o valor unitário comerciais, e a quantidade e o valor unitário tributáveis. A SEFAZ multiplica o segundo par e compara com o total do item. Se não bater no centavo, recusa.
Onde ajustar: abra o item, vá na aba COMÉRCIO EXTERIOR e marque TRIBUTAÇÃO DIFERENTE. Aparecem os campos Unidade, Quantidade, Valor e Código de barra da unidade tributável.
A conta tem que fechar: quantidade tributável vezes valor tributável precisa dar exatamente o total do item. Se você vende 10 caixas de 5 kg a R$ 100,00 a caixa (R$ 1.000,00 no total), a quantidade tributável é 50 kg e o valor tributável é R$ 20,00 por quilo.
O PONTO EM QUE QUASE TODO MUNDO ESCORREGA É O ARREDONDAMENTO. Quando a divisão não é exata, o valor unitário arredondado, multiplicado de volta, dá alguns centavos de diferença — e a SEFAZ recusa por isso. Ajuste as casas decimais do valor unitário até o produto bater com o total.