NFS-e: rejeições da descrição do serviço (caracteres e quebra de linha)
Às vezes a NFS-e volta reprovada com uma mensagem que não diz nada de útil — ou nem traz mensagem. Antes de mexer em imposto, olhe a DESCRIÇÃO DO SERVIÇO. É o campo livre da nota, e é justamente por ser livre que ele quebra o envio.
O campo fica no formulário da NFS-e, no bloco do serviço, com o rótulo DESCRIÇÃO DO SERVIÇO.
CARACTERE ESPECIAL DERRUBANDO O ENVIO
Mensagem típica: "Codificação do xml inválida — o xml deve estar no formato UTF-8 (sem BOM)", às vezes seguida de algo como "Invalid byte 2 of 2-byte UTF-8 sequence".
Parece erro técnico do sistema, mas na prática é um caractere que a prefeitura não digere dentro do texto: símbolo colado de outro programa, aspas curvas vindas do Word, emoji, traço longo, símbolo de moeda estrangeira, letra com acento estranho.
O que fazer: apague a descrição inteira e digite de novo, direto no campo — sem colar de outro lugar. Use texto simples. Se precisar colar, cole antes num bloco de notas e só depois traga para cá.
Esse erro é mais frequente em municípios atendidos pela integradora Fiorilli, mas pode aparecer em outros.
LIMITE DE CARACTERES POR LINHA — O CASO DE BARUERI (SP)
Em Barueri, o layout da prefeitura aceita no máximo 100 CARACTERES POR LINHA na descrição, e a quebra de linha precisa ser marcada com o caractere | (barra vertical, ou pipe — fica à esquerda da tecla Z na maioria dos teclados).
A regra na prática:
- a cada 100 caracteres, coloque um |;
- não coloque o | no fim da última linha;
- o limite total é de 13 linhas.
Quando isso não é respeitado, a nota volta reprovada, muitas vezes com a mensagem genérica "Erro não foi informado, tente alterar o RPS ou tente enviar novamente mais tarde". Essa mensagem, em Barueri, quase sempre é a descrição.